Operação Fogo Cruzado aponta fraude de R$ 14 milhões e apreende armas, granada e dinheiro

A Operação Fogo Cruzado desarticulou, nesta terça-feira (2), um grupo suspeito de desviar mais de R$ 14 milhões em ICMS na Bahia.
O principal alvo foi um empresário de 46 anos, preso no bairro SIM, em Feira de Santana.
A ação ocorreu também em Salvador, Irecê, Jussara e Coração de Maria.
Segundo as investigações, o suspeito é proprietário de um clube de tiro com atuação nas cidades onde foram cumpridos os mandados.
Durante as buscas, equipes apreenderam nove armas de fogo, centenas de munições, uma granada, celulares, documentos e cerca de R$ 40 mil.
Todo o material será submetido à perícia.

A força-tarefa aponta que o grupo declarava o ICMS, mas não repassava o imposto aos cofres públicos.
Para manter o esquema, eram usadas sucessões societárias fraudulentas, empresas vinculadas entre si e “laranjas”, que ocultavam o verdadeiro proprietário.
As apurações identificaram ainda associação criminosa e indícios de lavagem de dinheiro por meio do comércio de joias.
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O empresário preso é Alex Alves Lima, de 46 anos, um dos donos do 1991 Clube de Tiro.
Nas redes sociais, ele se apresenta como instrutor e costuma publicar imagens com diversos tipos de armamentos.
A Polícia Civil afirma que ele era o chefe do esquema e articulava as operações das empresas envolvidas.
Além de armas e documentos, também houve bloqueio de bens equivalente ao valor sonegado.
A força-tarefa ressalta que sonegação de ICMS causa prejuízos diretos à população, já que o imposto é pago pelo consumidor final e não retorna ao estado quando há fraude.
O desvio impacta políticas públicas, investimentos e serviços essenciais.
Equipes do Ministério Público, da Polícia Civil, da Secretaria da Fazenda e da Cipfaz participaram da operação.
O empresário segue preso e está à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes do esquema.

