Veja quem votou a favor da redução de penas na Bahia

Por Barra Alerta 10 de dezembro de 2025

Votação acirrada na Câmara expõe divisão entre parlamentares da Bahia

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Foram 291 votos a favor, 148 contra e uma abstenção – FOTO: imagem ilustrativa/Barra Alerta

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), o texto base do projeto que reduz penas para Jair Bolsonaro e para condenados pela tentativa de golpe de Estado. A proposta movimentou Brasília e dividiu a bancada baiana.

Foram 291 votos a favor, 148 contra e uma abstenção. Outros 72 deputados estavam ausentes da sessão. Na Bahia, o cenário seguiu acirrado: 14 votos contra, nove a favor e 13 ausências.

Os deputados baianos que votaram a favor da redução de penas foram:
Rogéria Santos (Republicanos), Roberta Roma (PL), Paulo Azi (União Brasil), Pastor Sargento Isidório (Avante), Leur Lomanto Júnior (União Brasil), João Leão (PP), Elmar Nascimento (União Brasil), Capitão Alden (PL) e Arthur Oliveira Maia (União Brasil).

Já os que votaram contra a proposta incluem nomes como Alice Portugal (PCdoB), Bacelar (PV), Daniel Almeida (PCdoB), Diego Coronel (PSD), Félix Mendonça Júnior (PDT), Gabriel Nunes (PSD) e Jorge Solla (PT). Outros deputados do PT, PSD, PP e PDT também se posicionaram contra.

Entre os ausentes estão Adolfo Viana (PSDB), Alex Santana (Republicanos), Antônio Brito (PSD), Cláudio Cajado (PP), Dal Barreto (União Brasil), João Carlos Bacelar (PL), Josias Gomes (PT), Leo Prates (PDT), Márcio Marinho (Republicanos) e Neto Carletto (Avante), além de outros nomes que não participaram da votação.

As acusações envolvendo Bolsonaro e os condenados do 8 de janeiro

A proposta de redução de penas reacende o debate sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de manifestantes invadiram e depredaram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. As ações foram classificadas pelo STF como tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro é investigado por suposta participação intelectual no movimento, acusado de incentivar a narrativa de fraude eleitoral e estimular seus apoiadores a questionarem o resultado das eleições. A Procuradoria-Geral da República aponta que sua conduta pode ter contribuído para a radicalização que culminou nos ataques.

Já os condenados do 8 de janeiro enfrentam penas por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e incitação à violência. Muitos já cumprem longas sentenças, estabelecidas após julgamento no STF.

A aprovação do texto base na Câmara abre caminho para mudanças significativas no tratamento penal dos envolvidos. A discussão agora segue para análise dos destaques e etapas posteriores até a redação final.

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