
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, manifestou-se neste sábado (3) sobre a ação dos EUA na Venezuela, classificada por ele como uma grave agressão contra um país latino-americano.
Jerônimo afirmou que acompanha o posicionamento do governo brasileiro, que, por meio do presidente Lula, declarou oposição firme ao ocorrido e defendeu o respeito à soberania entre as nações.
Segundo o governador, o Governo da Bahia está atuando para identificar a situação de baianos que se encontram em território venezuelano neste momento.
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Acompanhamento de brasileiros no país vizinho
De acordo com Jerônimo Rodrigues, o Estado está em contato com a Embaixada do Brasil na Venezuela para garantir que as necessidades dos baianos sejam atendidas, em conjunto com as dos demais brasileiros.
A atuação também envolve o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com foco na proteção e assistência aos cidadãos em meio ao cenário de instabilidade.
O governador reforçou que segue firme no compromisso contra a violência e a favor do diálogo e da convivência pacífica entre os países.
Escalada militar entre EUA e Venezuela
A manifestação ocorre após uma ação dos EUA na Venezuela registrada nas últimas horas, considerada uma escalada militar sem precedentes entre os dois países.
Na madrugada deste sábado, forças norte-americanas lançaram uma ofensiva militar com explosões relatadas em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo venezuelano classificou a operação como uma agressão militar ao país.
Captura de Nicolás Maduro e repercussão internacional
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas.
Segundo Trump, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados da Venezuela por via aérea e levados para um navio de guerra com destino a Nova York.
A Procuradoria-Geral dos EUA informou que ambos serão julgados por acusações que incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e posse de armas pesadas.
Reações políticas e interesses estratégicos
Na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não saber o paradeiro exato de Maduro e cobrou uma prova de vida do líder chavista.
No Brasil, o presidente Lula condenou a ação dos EUA na Venezuela, classificando o episódio como inaceitável e um precedente perigoso para a América Latina.
Especialistas apontam que, além do combate ao narcotráfico, a ofensiva envolve interesses geopolíticos ligados às reservas de petróleo venezuelanas e à influência da China na região.


