Barra do Choça não carece de água, mas de gestão eficiente e responsabilidade da Embasa.

A população de Barra do Choça, especialmente nos bairros mais altos — Pedro Santino, Ouro Verde, Nova Esperança e Cidade Jardim — vive uma situação que se repete há anos: a frequente falta de água. Interrupções sem aviso prévio, transformam tarefas básicas em desafios diários, enquanto a Embasa mantém sua postura tradicional: cobrar a conta em dia.
O problema é antigo e frequente
A falta de água não é novidade. Não é raro faltar água por vários dias. Apesar das reclamações, nada muda, e a população continua refém de um serviço que se mantém no padrão do “suficiente para não ser contestado demais”.
Leia também
Falta de investimento e qualidade ruim

Não se trata apenas de interrupções: a água fornecida frequentemente apresenta qualidade aquém do esperado, e a infraestrutura parece não receber investimentos necessários para garantir um serviço confiável. A consequência? Moradores precisam se adaptar a horários irregulares de abastecimento, muitas vezes recorrendo a soluções alternativas.
Impacto nos bairros mais altos
As regiões mais elevadas da cidade, como Pedro Santino, Ouro Verde, Nova Esperança e Cidade Jardim, são as mais prejudicadas. Nesses locais, a pressão da água, muitas vezes é insuficiente ou simplesmente inexistente em dias críticos, transformando o simples ato de abrir a torneira em uma espera angustiante.
Ironia da conta em dia
Enquanto tudo isso acontece, a conta de água chega pontualmente, como um lembrete de que a Embasa não esquece de cobrar. Para alguns moradores, parece até que quando falta água, a conta vem mais cara, reforçando a sensação de descaso e desprezo com o usuário.
Barra do Choça não carece de água, mas de gestão eficiente e responsabilidade da Embasa. Enquanto a população permanecer passiva, apenas reclamando nas redes sociais, nada vai mudar. É preciso cobrar com firmeza, exigir transparência e exigir soluções que transformem o serviço em algo digno de uma cidade que possui recursos hídricos abundantes. A água não é luxo, é direito — e a Embasa precisa começar a tratá-la assim.
LEIA TAMBÉM:



