Moradores cobram transparência no tratamento do esgoto e contestam cobrança antecipada amparada por aditivo assinado pela Prefeitura

A mobilização popular contra a cobrança da tarifa de esgoto em Barra do Choça ganhou um novo capítulo. Representantes do Movimento Barrachocense pela Suspensão da Tarifa de Esgoto estiveram em Salvador para entregar oficialmente um ofício à diretoria da Embasa.
A entrega foi realizada pelo representante Alex “Zero Grau”, reforçando o descontentamento da população com a cobrança da tarifa antes da comprovação do devido tratamento dos resíduos.
Segundo o relato do movimento, a gerência da Embasa afirmou que a cobrança é regular e estaria amparada por um aditivo contratual assinado pelo prefeito. Ainda segundo a empresa, o simples ato de coletar o esgoto já justificaria a tarifa.
Mas o movimento rebateu: “Se coletar, tem que tratar. Não aceitamos cobrança sem tratamento e sem transparência.”
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As próximas ações incluem:
- Fiscalização direta do tratamento de esgoto, para verificar se o serviço está sendo realizado.
- Mobilização da comunidade, com atos públicos de conscientização e protesto.
- Participação em audiência pública, caso seja convocada, para ampliar o debate e cobrar esclarecimentos oficiais.
- Adoção de medidas judiciais, caso a cobrança irregular persista.
O objetivo central é garantir que a população pague apenas por um serviço efetivamente prestado, com clareza sobre a operação e os resultados do sistema de esgotamento sanitário.
Quem lidera a mobilização?
O movimento, não é partidário e é conduzido por:
- Moradores,
- Lideranças comunitárias,
- Associações locais.
Manifestação
Uma manifestação pacífica será realizada no dia 5 de dezembro, com uma caminhada que terá concentração em frente a Prefeitura e seguirá até a Embasa.
E a Embasa?
A Embasa mantém a posição de que a cobrança é legal e prevista contratualmente, baseada no aditivo assinado pela Prefeitura.
A empresa não reconhece irregularidade e defende que a coleta, por si só, justificaria a taxa — argumento que é rejeitado pelo movimento, que exige comprovação de tratamento adequado, como prevê a legislação.
A população aguarda um posicionamento mais detalhado da empresa sobre:
- Capacidade de tratamento,
- Percentual de esgoto realmente tratado,
- Prazos e metas formais,
- Transparência operacional.


